Performance
Como saber minhas zonas de treino de verdade
Fórmulas por idade e estimativas do relógio erram para muita gente. Zonas reais vêm dos limiares ventilatórios medidos no teste cardiopulmonar.
Você sabe em que zona está treinando? A maioria das planilhas usa percentuais de uma frequência cardíaca máxima estimada por fórmula — e essa estimativa pode errar em 10, 15 batimentos para mais ou para menos. O resultado é treinar 'leve' na zona errada ou 'forte' sem estímulo suficiente.
“O erro mais comum entre atletas não é falta de treino, mas treinar na zona errada. A maioria das pessoas não treina nem leve o suficiente, nem intenso o suficiente. Quando você fica sempre na zona intermediária, o resultado é clássico: sensação de estagnação, fadiga acumulada, a impressão de que treina muito e evolui pouco.”
De onde vêm as zonas reais
Dos limiares ventilatórios. Durante o teste cardiopulmonar, a análise dos gases mostra dois pontos de virada: o primeiro limiar (LV1), acima do qual o corpo começa a depender mais de carboidrato, e o segundo limiar (LV2), acima do qual a intensidade não é sustentável por muito tempo. Entre esses pontos, e acima e abaixo deles, ficam as suas zonas — em pace, frequência cardíaca ou potência.
Por que isso muda o treino
- Treino de base realmente na base: economia de corrida e adaptação aeróbica sem acumular fadiga.
- Treino de limiar no limiar: estímulo certo, no ponto certo.
- Menos risco de overtraining: você sabe onde está o limite e não o ultrapassa sem perceber.
- Evolução mensurável: repetir o teste mostra se os limiares se moveram — e o quanto.
É por isso que a avaliação esportiva se traduz em treinos planejados de forma estratégica e segura. Performance aliada a saúde e informação personalizada.
Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica. Diagnóstico, interpretação de exames e prescrição são realizados pela equipe médica em atendimento presencial. Baseado em conteúdo publicado pela equipe no Instagram.