Performance
Meu VO₂ não subiu. O treino não funcionou?
Um caso real avaliado no IEMEX Performance: em nove meses, o VO₂ pico ficou praticamente igual — e o atleta passou a correr 1min16s/km mais rápido no primeiro limiar.
O VO₂ máximo é o número mais famoso da fisiologia do exercício. Mas ele não é o único que importa — e, em atletas já treinados, muitas vezes não é o que mais muda.
O caso
O treinador e nutricionista Igor Rehbein compartilhou publicamente a comparação entre dois testes cardiopulmonares realizados no IEMEX Performance, com nove meses de intervalo (outubro de 2025 e julho de 2026).
- VO₂ pico: 46,0 → 46,2 ml/kg/min (praticamente estável).
- 1º limiar: 8,8 km/h (6:49/km) → 10,8 km/h (5:33/km). Ganho de 22,7%.
- 2º limiar: 13,6 km/h (4:25/km) → 14,4 km/h (4:10/km).
- Velocidade máxima: 15,6 → 16,4 km/h.
“Isso mostra que o grande ganho veio da economia de corrida e da capacidade de sustentar velocidades maiores, e não necessariamente de um aumento do consumo máximo de oxigênio.”
O que isso ensina
Se o atleta tivesse olhado apenas o VO₂, concluiria que nada mudou. O teste mostra o contrário: hoje ele corre em ritmos significativamente mais rápidos antes de acumular fadiga — exatamente a adaptação esperada de um treinamento bem conduzido. É o tipo de resposta que só aparece quando a avaliação é repetida ao longo do tempo.
A avaliação não é um evento isolado. Com dados seriados, conseguimos identificar tendência, dar ao treinador informação para ajustar o plano e monitorar parâmetros cardiovasculares com segurança.
Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica. Diagnóstico, interpretação de exames e prescrição são realizados pela equipe médica em atendimento presencial. Baseado em conteúdo publicado pela equipe no Instagram.