Provas e segurança
Hidratação em provas de calor é estratégia médica, não modismo
Em dias quentes, desidratação derruba o rendimento e pode evoluir para hipertermia. A hidratação precisa ser treinada — não improvisada no dia da prova.
Prova em dia quente não combina com improviso. Em esforços longos, a perda de líquidos e eletrólitos pelo suor altera o volume sanguíneo, sobrecarrega o coração, acelera a fadiga muscular e aumenta o risco de câimbras, tontura, queda de pressão e colapso térmico.
“Treine a sua hidratação. Não resolva fazer hidratação só no dia da prova, porque a gente tem que saber quanto consegue ingerir de água e o que vai ingerir. Muita gente resolve tomar uma bebida diferente do que está acostumada porque disseram que é melhor — mas o melhor nem sempre é o melhor para aquela pessoa.”
Como estruturar
- Nos treinos longos, reproduza exatamente o que fará na prova: volume, frequência de ingestão e tipo de bebida.
- Considere ritmo, clima previsto, composição da bebida e os pontos de abastecimento do percurso.
- Não teste nada novo no dia da prova — nem tênis, nem suplemento, nem bebida.
- Conheça os sinais de hipertermia: mal-estar, confusão, pele quente, queda brusca de rendimento.
Hidratar-se é estratégia de segurança. Se você compete em dias quentes e ainda não tem um protocolo estruturado, uma avaliação médica esportiva ajuda a organizar isso antes da próxima largada.
Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica. Diagnóstico, interpretação de exames e prescrição são realizados pela equipe médica em atendimento presencial. Baseado em conteúdo publicado pela equipe no Instagram.