Provas e segurança

Por que um desfibrilador a cada 1 km muda a segurança de uma maratona

A cada minuto sem desfibrilação, a chance de sobrevivência cai 7 a 10%. Na Maratona de Curitiba, o protocolo idealizado pelo IEMEX Performance colocou um DEA a menos de 500 metros de qualquer atleta.

Por Dr. Marcelo Bichels Leitão4 min de leitura

Em uma parada cardiorrespiratória, o tempo é tudo. A American Heart Association aponta que, a cada minuto sem desfibrilação, a chance de sobrevivência cai cerca de 7 a 10%. Pesquisas em corridas de rua mostram que, quando o colapso ocorre perto de um DEA e a desfibrilação é rápida, a sobrevivência pode ultrapassar 70%.

O protocolo

Na Maratona de Curitiba, a iniciativa do Dr. Marcelo Leitão, com apoio da organização e de parceiros, distribuiu mais de 40 desfibriladores externos automáticos ao longo dos 42 km — um a cada quilômetro. Na prática, nenhum atleta ficou a mais de 500 metros de um DEA, distância percorrida em cerca de 3 minutos. A prova se tornou a primeira do Brasil e a terceira do mundo com esse nível de cobertura.

  • Se o choque é aplicado nos primeiros 3–4 minutos, a taxa de sobrevivência chega a 80%.
  • Dependendo apenas da ambulância, essa taxa cai para 30–35%.
  • Motos de apoio com socorristas e ambulâncias UTI completam a rede.

O modelo se repetiu na Maratona do Litoral do Paraná, onde o IEMEX Performance integrou a estrutura médica da prova ao lado da Equipe Avanzo, com desfibriladores distribuídos em motos de apoio com socorristas e ambulâncias UTI ao longo do percurso.

“Enquanto você aproveita um dos percursos mais rápidos e planos do Brasil, a estrutura médica conta com desfibriladores estrategicamente distribuídos ao longo do percurso para oferecer uma resposta rápida sempre que necessário. Corra leve, corra tranquilo: estamos cuidando de você.”
— Recado aos atletas da Maratona do Litoral do Paraná

Por que isso é medicina do esporte

Quanto mais longo o esforço, maior a exigência cardiovascular e maior deve ser a estrutura de emergência. É o mesmo princípio que aplicamos no consultório: avaliar o coração na condição em que ele é exigido. Segurança é performance. E performance começa com responsabilidade.

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